Somos voláteis para escolher decisões vitalícias
Somos errantes no nosso acerto pensado,
Ilusória inteligência-guia
O que rege vem do núcleo
imperceptível.
Eu guardo registros
da vida
de quando eu acertei e magoei
como uma suposta medida
da estima que posso ter
Experiências que poderia contar
Eu fico achando que isso vai definir uma rota do meu caminhar
mas a realidade é que não sabemos
O ímpeto é o despreparo, a apresentação de um ensaio
nada é sabido, nem pode ser descrito em cartilhas morais
Filosofias profundas não vão enraizar
os motivos de eu querer conhecer tua voz
ou correr ao invés de pagar pra ver.
A natureza da escolha? Eu não sei.
mas quero saber o que você vai gostar de fazer
nas tardes esquentando, a primavera a chegar
o riso do céu no poente Sol que também não explica nada
mas aquece tudo
e nessa hora
tudo se sente.
Eu escolhi você,
entre surtos, desenganos e achismos egóicos,
consciente.
E a ciência disso é saber que eu não faço ideia
'real'
de onde vem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário