quarta-feira, 23 de setembro de 2015

(qual a verdadeira) Natureza da escolha?

Somos voláteis para escolher decisões vitalícias
Somos errantes no nosso acerto pensado,
Ilusória inteligência-guia
O que rege vem do núcleo
imperceptível.

Eu guardo registros
da vida
de quando eu acertei e magoei
como uma suposta medida
da estima que posso ter

Experiências que poderia contar
Eu fico achando que isso vai definir uma rota do meu caminhar
mas a realidade é que não sabemos
O ímpeto é o despreparo, a apresentação de um ensaio
nada é sabido, nem pode ser descrito em cartilhas morais

Filosofias profundas não vão enraizar
os motivos de eu querer conhecer tua voz
ou correr ao invés de pagar pra ver.

A natureza da escolha? Eu não sei.
mas quero saber o que você vai gostar de fazer
nas tardes esquentando, a primavera a chegar
o riso do céu no poente Sol que também não explica nada
mas aquece tudo
e nessa hora
tudo se sente.

Eu escolhi você,
entre surtos, desenganos e achismos egóicos,
consciente.
E a ciência disso é saber que eu não faço ideia
'real'
de onde vem.

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