A gente nunca mais vai ficar junto
Nunca mais.
Eu não suporto a ideia de isso acontecer, nós dois.
Mas eu te amo.
Eu te amei e sempre vou te amar como a primeira descoberta do amor.
Você é minha companheira de guerra,
a confiança que persiste após a desgraça
desgraça que inclusive nós fomos
você representa a esperança da vida após
a morte
que nós morremos, envenenados em desgosto.
Com a boca toda costurada
de palavras que proferimos
e nos furaram.
Bocas costuradas pra tentar calar o rancor
dos pequenos atos incompreendidos
Bocas costuradas porque os olhos são a janela da alma e a boca é o símbolo da paixão
de quando eu mordia seus lábios finos
e depois me mordia de vontade de quebrar o chão
pra tentar parar de ouvir o som da sua voz.
Você é o dia-a-dia
o aprendizado
E eu nunca mais vou te ver como "para mim"
mas você nunca entrou tanto em mim como agora
que não precisa mais.
que já passou.
E que bom ter passado.
Passado o assombro, ficou só o que sobrou.
Aprendizado nunca é demais, por isso, meu bem, você renasce em mim sendo infinita
Te reconhecer como obra-de-arte não me faz admirar tuas cores tanto quanto me faz reconhecê-las em mim, mostrando meus buracos
O que tapar, onde não pisar.
Também vejo as cores atrás das tuas cores.
A tempestade, a constante necessidade de explicações.
Nessa aquarela vívida, você está suspensa no museu das cicatrizes conquistadas da alma vivida, no altar mais bonito
Porque você me ensina todos os dias.
Desafiando todos os meus monstros
com a sua teimosia
radiante.
Obrigado por ter passado pela minha vida e resistir, me colorir.
Desejo sempre ao vento e eu a te sorrir.
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