quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A conta

Todo momento pós-qualquer-coisa revigora
depois da briga, noutro dia
nova aurora

Mas,
(sempre um mas)
como fica
se você
sempre aflita
insiste, volta a fita
senta e chora
e pra ter razão
implora.
Usa da fé e da esperança míngua
uma força nas profundezas do coração
só pra ganhar mais uns segundos
migalhas
de pão.
Que amor faz isso?
e a compaixão? Antes de tudo, a gente não é irmão?

Pior, e aqueles agradecimentos de profunda gratidão? Cadê?
Que vale falar que no final das contas é grata, se a conta quem paga não é você, com rosno, grito, e choro? Cadê mostrar a cara que tá no fundo?
Falta de fé
até pra abandonar
a embarcação que você 
cativou afundar
e não quis nem aprender a nadar
mas a culpa foi de quem quis se salvar, né?
Lógica abençoada.

Rima falhada, desabafo cumprido