Olá, me chamo Lucas, tenho 19 anos, estudo Oceanografia na Universidade Federal do Paraná.
Não é, pra quem lê, um tanto quanto animador, ler isto? Parece que quando você junta "19 anos" + "Estudo" você pensa em POSSIBILIDADES, CAMINHOS, VIDA!
Pois é, eu estou com um problema nestes caminhos. Não sei o que fazer e isto corrói a juventude que há dentro de mim. Isto me faz sentir definhar nessa cama onde eu fico pensando dias e dias, procurando algo que me faça vibrar em relação ao meu dia. Mas não é nem o que tá aqui, nem o que tá fora.
Eu sei que não quero ser garimpo ou minerador, mas também saber o que não-quero não vai me levar a lugar nenhum nessa empreitada.
Recentemente vi o vídeo do Steve Jobs me falando que meu coração de alguma forma já sabe o que eu quero. E que eu devo saber escutá-lo. E que devemos ter fé.
Pois é isso que eu faço, dia-a-dia. Tenho fé. Ano passado eu postei algo sobre me perdoar quando eu não soubesse qual caminho escolher, como se eu já sentisse que chegaria aqui e empacaria.
O problema, o que me ferra mesmo, é que eu sinto que tudo depende do que eu for fazer agora. Que se eu errar, eu vou pagar isso pra sempre. Se eu demorar, também. Pelo fato de ter 19 anos e umas chances maiores de desgaste e renovação, a multiplicação do meu sucesso como ser vivo (felicidade, bem-estar, solidariedade) seria infinita. Mas não gostaria de poder ESCOLHER O QUE EU QUERO, ao preço do tempo! É um preço muito caro! Eu não posso gastar o que me resta de saúde/juventude para aí sim saber, numa idade madura, o que eu quero fazer. Por vários motivos, e um deles é que aí sim a linha de acerto-erro será muito tênue, terá pouco espaço para o recomeço, para o auto-perdão.
Outra é que, eu quero fazer algo, logo!
Não me venham com o papo de "és muito jovem" porque só quem passa dia após dia sem se sentir vivo em suas atividades diárias, sabe qual o tipo de agonia eu estou falando. E também, se eu fosse MUITO jovem, não ia querer fazer nada. Mas quero, e isso é porque já fiz todas as outras coisas que minhas idades passadas tinham pra fazer. Não que eu acredite que exista só aquela específica idade pra fazer algo, mas isso são outros papos... Não preciso mais pular corda, apostar corrida de bicicleta ou entrar na escolinha de judô pra provar alguma coisa.
E outra, por que é que todo dia que passa e não faço nada, me sinto definhar por dentro? Será essa então a minha fase? Como a fase do "por quê?" e a fase dos beijos e namoricos, essa é a fase do "E agora?".
Esse peso que cai em mim, de que qualquer passo a frente, será eterno (mesmo eu sabendo que não necessariamente), ao mesmo tempo que me ajuda a filtrar o que eu realmente quero do que é efêmero, também é insustentável. E no momento, como só encontrei coisas breves, não sei onde pisar de verdade.
Portanto, só concluo e vos digo que A Vida é uma aventura de verdade, senhoras e senhores. E nem sempre a gente tem todas as ferramentas para desbravá-la. Nem quando penso que um dia vou morrer, consigo pensar em algo mais interessante ou menos pra fazer, e ouço apenas um 'mudo' por dentro. Só tenho medo, muito medo, de quanto tempo vou precisar pra criar as minhas novíssimas ferramentas vitalícias de decisão.
Enquanto isso, vou treinar o ouvido do coração. Porque se ele tenta falar comigo, eu não o ouço muito bem agora.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Minhas silenciosas provas de amor
- Eu não gosto quando você fala assim, você sabe do quanto eu ando precisando do meu tempo. Você, mais do que ninguém (fora eu mesmo) sabe, e, mesmo assim eu quero te fazer companhia.
Mesmo assim eu quero estar aqui pra você, limpar suas lágrimas, te fazer rir, te fazer bem. Te fazer o que for de gostoso.
Isso, são as minhas provas de amor. Minhas silenciosas provas de amor.
Você sabe mais do que todas as outras pessoas, do tanto que eu vou pensar em mim agora, e me cuidar... Mas, você não entende que me faz bem te fazer bem?
É o suficiente pra eu me controlar, ficar aqui com você. Pelo menos até isso acabar, passar um pouco. Eu aguento ué, eu faço isso porque, como eu disse antes, eu vejo mais a você do que a mim.
Não falei isso num momento de frenesi apaixonado.
Você não vê? Sempre foi assim. Quando eu digo que mato e morro por você, é assim, e pronto! Não precisa me mandar embora pra eu me cuidar, eu entendo que suas intenções são boas. Mas doi em mim, porque se eu te mostro o quanto eu estou precisando de mim, e não te largo mesmo assim, é só pra você saber o quanto eu gosto de você!
Porque, um dia, eu vou calar minhas falas, e são essas coisas que vão te fazer saber que eu sempre te amei.
E se você não sabe disso desde hoje, então quando eu me calar, ou quando eu me for, você vai sentir tremenda dor querendo saber, me pedindo, ou rezando, e vai ter que aprender na marra.
Mas eu já te mostro isso hoje, e esse é só um dos exemplos. Existem mil deles, você sabe.
Tudo que eu faço é uma demonstração de afeto por você. Até quando eu passo sabonete no meu corpo, penso em você. Se eu coço meu cabelo e faço alguma cara, também.
Pois penso que, se fui feito pra você, se uma das minhas razões de existir - se os deuses me fizeram, entre outras coisas, pra te amar. Se eu sou o seu complemento, então tudo que eu faço, é pra você em alguma parte.
E eu penso nessas coisas naturalmente, então eu fico aqui pra você sim, quando eu estiver precisando de mim. Porque, você faz parte de mim. Então uma boa porção ainda está aqui, me mantendo em paz, e me dando a força que eu vou precisar pra pensar depois. Então não se preocupa. Se importe, mas não se preocupe, tá?
E ela diz:
- Isso foi lindo, eu chorei e me senti como quando você disse que me amava.
Mesmo assim eu quero estar aqui pra você, limpar suas lágrimas, te fazer rir, te fazer bem. Te fazer o que for de gostoso.
Isso, são as minhas provas de amor. Minhas silenciosas provas de amor.
Você sabe mais do que todas as outras pessoas, do tanto que eu vou pensar em mim agora, e me cuidar... Mas, você não entende que me faz bem te fazer bem?
É o suficiente pra eu me controlar, ficar aqui com você. Pelo menos até isso acabar, passar um pouco. Eu aguento ué, eu faço isso porque, como eu disse antes, eu vejo mais a você do que a mim.
Não falei isso num momento de frenesi apaixonado.
Você não vê? Sempre foi assim. Quando eu digo que mato e morro por você, é assim, e pronto! Não precisa me mandar embora pra eu me cuidar, eu entendo que suas intenções são boas. Mas doi em mim, porque se eu te mostro o quanto eu estou precisando de mim, e não te largo mesmo assim, é só pra você saber o quanto eu gosto de você!
Porque, um dia, eu vou calar minhas falas, e são essas coisas que vão te fazer saber que eu sempre te amei.
E se você não sabe disso desde hoje, então quando eu me calar, ou quando eu me for, você vai sentir tremenda dor querendo saber, me pedindo, ou rezando, e vai ter que aprender na marra.
Mas eu já te mostro isso hoje, e esse é só um dos exemplos. Existem mil deles, você sabe.
Tudo que eu faço é uma demonstração de afeto por você. Até quando eu passo sabonete no meu corpo, penso em você. Se eu coço meu cabelo e faço alguma cara, também.
Pois penso que, se fui feito pra você, se uma das minhas razões de existir - se os deuses me fizeram, entre outras coisas, pra te amar. Se eu sou o seu complemento, então tudo que eu faço, é pra você em alguma parte.
E eu penso nessas coisas naturalmente, então eu fico aqui pra você sim, quando eu estiver precisando de mim. Porque, você faz parte de mim. Então uma boa porção ainda está aqui, me mantendo em paz, e me dando a força que eu vou precisar pra pensar depois. Então não se preocupa. Se importe, mas não se preocupe, tá?
E ela diz:
- Isso foi lindo, eu chorei e me senti como quando você disse que me amava.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
viajando em casa
conhecer as outras esquinas da minha casa
me faz pensar
'tem algo errado por aqui'
tudo é muito parecido, todas as paredes feitas
da mesma
coisa
sempre.
e todas as pessoas
ignorantes, trabalhadoras, desprezíveis
ou não
são de carne e osso assim como eu.
e não se sobra muito pra ver
não como eles dizem nos mapas, propagandas, cupons, não.
e na verdade você tem que cerrar os olhos
e enxergar beleza no desconhecido
e sonhar com ele. porque o conhecido frustra
e decepciona um pouco, o suficiente.
e assim como nas minhas esquinas, nas outras,
muitas pessoas não se importam
algumas sim, mas não fazem nada
outras deixaram de se importar, desistiram.
algumas pessoas simplesmente não sabem
o que fazer, com tudo isso
e poucas, poucas pessoas
são sutis o suficiente,
fortes o suficiente,
pra fazer o meu dia valer em cinco minutos
o que não valeu em sete dias.
essas se importam.
é pra esse tipo de coisa que temos que cerrar os olhos,
enxergar melhor.
mas por que esperamos por essas pessoas?
essas coisas. detalhes.
me faz pensar
'tem algo errado por aqui'
tudo é muito parecido, todas as paredes feitas
da mesma
coisa
sempre.
e todas as pessoas
ignorantes, trabalhadoras, desprezíveis
ou não
são de carne e osso assim como eu.
e não se sobra muito pra ver
não como eles dizem nos mapas, propagandas, cupons, não.
e na verdade você tem que cerrar os olhos
e enxergar beleza no desconhecido
e sonhar com ele. porque o conhecido frustra
e decepciona um pouco, o suficiente.
e assim como nas minhas esquinas, nas outras,
muitas pessoas não se importam
algumas sim, mas não fazem nada
outras deixaram de se importar, desistiram.
algumas pessoas simplesmente não sabem
o que fazer, com tudo isso
e poucas, poucas pessoas
são sutis o suficiente,
fortes o suficiente,
pra fazer o meu dia valer em cinco minutos
o que não valeu em sete dias.
essas se importam.
é pra esse tipo de coisa que temos que cerrar os olhos,
enxergar melhor.
mas por que esperamos por essas pessoas?
essas coisas. detalhes.
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